Estranhos tempos estes
em que todos olham
mas ninguém vê
todos escrevem
mas ninguém lê
todos gritam
mas ninguém ouve
todos falam
e ninguém sabe o que diz
Estranhos tempos estes
em que todos mandam
mas ninguém obedece
todos pedem
mas ninguém lhes acude
Estranhos tempos estes
em que todos reclamam
mas ninguém faz melhor
todos lutam
mas poucos sabem porquê
Estranhos tempos
piores que o antes
que ninguém já recorda
nem sabe indicar o seu fim
nobre passado que nos convida
Estranhos tempos
melhores que o depois
que ninguém já imagina
mas pior ainda assim
disso ninguém duvida
Estranhos tempos estes
em que choramos por sermos quem somos
e por outros não serem melhores
Estranhos tempos estes
que a nós mesmo impomos
e em que todos somos os piores
E estranhos tempos estes
em que todos juram
mas ninguém convence
e todos perdem
mas ninguém vence
Filipe Baptista de Morais
(Estranhamente impulsionado por Deolinda - Parva Que Sou)
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
domingo, 21 de junho de 2009
Juventude
Um pouco diferente de tudo o que passou por estas "páginas" e também devido a uma certa falta de tempo para escrever coisas novas (época de exames é fodida) deixo aqui algo que escrevi há algum(muito) tempo:
Juventude
Agora presente,
Parece eterna
Que tolos somos!
Um dia passou,
Sobra a memória
Do que o tempo nos tirou
Restam os amigos de infância
E as antigas fotografias
Meros indícios
Do que outrora fomos,
Das nossas alegrias
E talvez um dia
Também os amigos sejam levados
As fotografias quebradas por acidente
Mesmo as recordações se dissipam,
Últimos resquícios
De um tempo que não mais volta
21/07/08
Filipe Morais
Juventude
Agora presente,
Parece eterna
Que tolos somos!
Um dia passou,
Sobra a memória
Do que o tempo nos tirou
Restam os amigos de infância
E as antigas fotografias
Meros indícios
Do que outrora fomos,
Das nossas alegrias
E talvez um dia
Também os amigos sejam levados
As fotografias quebradas por acidente
Mesmo as recordações se dissipam,
Últimos resquícios
De um tempo que não mais volta
21/07/08
Filipe Morais
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