sábado, 31 de outubro de 2009

Época de Caça

Encontra-se finalmente aberta a época de caça ao ISTudante MEEC, tendo o evento inaugural sido a muita aguardada prova de EO (electromagnetismo e óptica). O ISTudante aprovado (espécie ameaçada devido às condições agrestes do seu habitat natural) parece no entanto ter resistido heroicamente a esta investida, sendo que as projecções mais optimistas apontam para um número de causalidades bastante reduzido. Parece que as sessões de estudo (e as cartadas, porque não?) sempre dão os seus frutos. As previsões apontam ainda para baixas contidas durante a próxima semana, devido aos eventos de AC(análise de circuitos), Gestão e PE(probabilidades e estatística), estando o holocausto de ACED marcado para o fim-de-semana.
Encontra-se também aberto o IST Management Challenge (aka totoloto ), e já à partida se podem observar várias diferenças estratégias adoptadas pelas equipas: enquanto uns optam pela análise detalhada dos dados e à elaboração de gráficos para ponderar uma estratégia, outros resolvem a questão em poucos minutos de debate informal. Há ainda quem simplesmente não faça nada, numa original estratégia para confundir os adversários.

E lembrem-se sempre, a preparação para um teste/exame passa sempre (claro) pelo estudo, mas também por estar com os amigos, jogar às cartas, ir ao cinema, uma futebolada, enfim, divertirem-se. O cansaço e o aborrecimento podem ser muito mais prejudiciais do que uma saída à noite ou uma tarde de diversão. Além de que, na dúvida, um gajo opta sempre pela opção mais divertida! (certo?)

Gostaria ainda de deixar um grande abraço de solidariedade aos nosso irmãos de aeroespacial, que se depararam com uma prova bem fodida na 6ª feira.

Filipe Baptista de Morais
(editado a 01/11/2009)

domingo, 25 de outubro de 2009

Hasta la victoria siempre


Hoje, ao receber mais uma medalha de provas de atletismo amador (corrida do Tejo 09), ocorreu-me que este é realmente o desporto dos vencedores. Por muito coxos que sejamos, há sempre alguém para apoiar e aplaudir a nossa chegada à meta assim como uma medalha à nossa espera. Não me lembro de mais nenhum desporto em que nos digam "Parabéns man, ficaste em 789º!", mas quando o objectivo se resume a cruzar uma linha todos somos vencedores. E desengane-se quem julga que o resultado de uma prova depende apenas da nossa condição física! (e do equipamento claro) É certo que muito do necessário se encontra nas pernas e pulmões, mas nunca é de desprezar o papel da mente. Como sabiamente me disseram (embora não neste contexto xD) 50% é atitude. Afinal, as pernas não se começam a mexer sozinhas; escolher quando param também não depende só delas.
Para os simpatizantes deixo aqui o meu bom testemunho da corrida do Tejo (10Km), o percurso é quase todo plano e agradável, a organização impecável e a T-shirt bestial. Mais: para além de brindar os esfomeados atletas com a habitual (e intragável) barra energética, a malta de Oeiras teve a simpatia de oferecer frutas para aplacar os estômagos depois do esforço, um toque de classe que não podia deixar passar despercebido. A organização da ordem de partida por tempos efectuados anteriormente ajuda também a contribuir para uma maior fluidez nos primeiros minutos da prova, visto que 10000 é um número muito grande para caber numa estrada (e nada mais frustrante do que ter as amigas da nossa avó a cortar-nos o ritmo). Para embelezar ainda mais a minha memória desta prova melhorei um pouco o meu tempo de 10Km (43min e 24s vs 1h e 15mins do nosso recém re-eleito 1º Ministro). Ainda de notar a paciência da organização na meta, que esperou 1h e 45mins até á chegada do seu presidente da câmara (e aparentemente não grande atleta) Isaltino Morais (é a ovelha negra da família :S).
Até para o ano!



Filipe Baptista de Morais

domingo, 27 de setembro de 2009

Preguiça

O mundo está preguiçoso, bocejando ruidosamente como quem em nada mais pensa que um bom café. As pessoas só mexem o rabo para o enfiar no assento do carro, e apenas correm para não perder o metro (verdade seja dita, geralmente até preferem esperar pelo próximo). E não se trata apenas do corpo dorido da nossa idosa população a manifestar-se, a preguiça está instaurada por toda a juventude.
Numa época em que tanto se fala do ritmo frenético das grandes cidades, é espantoso a apatia que se abate sobre a sua população. Talvez no fundo mais não seja do que uma simples projecção do cansaço que se apodera de nós.
Jardins e espantosos espaços lúdico-desportivos (como o Estádio Universitário de Lisboa) encontram-se repetida e extremamente abaixo da sua capacidade de lotação e até no ginásio, suposto local de culto dos mais activos, se pode constantemente observar pessoas a apanhar o elevador da recepção para os balneários (subir 10 degraus a pé não é para qualquer um!). Parece que cada vez mais a diversão passa por estendermo-nos no sofá em frente à televisão a ver a bola, em vez de entrar em campo e chutá-la.
O Desporto é apenas a vítima mais flagrante e pragmático desta perigosa epidemia (que certamente afastou hoje mais pessoas dos locais de voto do que a gripe A, com a abstenção a rondar os 40%) pois a preguiça estende-se ao trabalho, aos estudos, às leituras, enfim, a tudo. Nem deus nos pode proteger dela, pelo menos a julgar pela quantidade de de seus seguidores que prefere ficar em casinha do que dar um pulinho à igreja de vez em quando para mostrar o seu apreço.
Claro que ler isto até aqui é um bom sinal de que não estás contaminado. Porreiro pah!

Filipe Baptista de Morais

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Ainda há almoços grátis!"

Conhecem a expressão "Não à almoços grátis" (creio que a variante do IST é "Não há jantares de borla") ? Ora bem, em sentido literal são ambas provavelmente verdade, mas se considerarmos que são duas frases diferentes mas das quais se extrai o mesmo significado (não literal) então alegra-me afirmar que ainda não é verdade. Gostaria de informar o leitor de algo que descobri ontem e achei extremamente interessante, o facto de no EUL (estádio universitário de lisboa) se poder usufruir (de borla!) dos balneários e dos cacifos, mesmo que não se alugue nenhum campo de qualquer modalidade. Isto é extremamente útil e agradável para os amantes da corrida ou da prática do exercício físico em geral, que muitas vezes se encontram sem local para mudar de roupa e deixar as suas coisas ao voltar da universidade,trabalho, whatever. Ora já dizia o meu professor de gestão "Quem corre sabe que é uma treta" mas acho que se encontra muito longe da verdade. Inclinar-me-ia muito mais para "Pessoal de fatinho e gravata acha que correr é uma treta". Para os que já estão a calçar os ténis, informando ainda que, pela moderada taxa de 75cêntimos (lá se vão as borlas...) poderão ainda usufruir da pista de atletismo e viver um pouco do espírito mais competitivo (ou simplesmente ter uma melhor noção da distância percorrida).
Gostaria ainda de deixar os meus cumprimentos (e parabéns!) aos bacanos dos comunistas que organizaram a Corrida do Avante com entrada grátis, dando a participação nesta direito a águas, uma T-shirt e ainda entrada para o festival. Não vou votar em vocês, mas reconheço que são uns gajos porreiros.

Filipe Baptista de Morais

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Top 5 (Cenas Irritantes)

Em jeito de menção honrosa a um grande filme baseado num, provavelmente, grande livro (ainda não o li), "High Fidelity", cujo protagonista constantemente nos brinda com os seus brilhantes Top 5 (das mais variadas coisas), deixo aqui o meu Top 5 de coisas que me irritam.

5-Galos. Digam o que disserem sobre os prazeres e vantagens de viver no campo, o contacto com este detestável bicho não é certamente um deles. O seu matinal xinfrim abafa qualquer (já irritante) despertador citadino e (pior!), a não ser que tenham uma pistola na mão, não basta carregar num butão para o calar.

4-Segmentation Fault!

3-Lógica das massas. Não confundir com a aparentada (e por vezes companheira) lógica da batata. Enquanto esta última peca pela sua falta de conclusões (é, no fundo, a lógica ao seu mais básico nível, em que algo se implica a si próprio) a infinitamente mais perigosa lógica das massas peca pela falta de premisssas, parecendo conseguir gerar conhecimento desprezando qualquer tipo de ponto de partida. "Muita gente pensa assim" é, e creio que sempre o será, um muito convindente argumento para justificar qualquer disparate. (para os teóricos da conspiração lamento, mas a frase entre aspas não é mesmo uma referência ao cartaz do CDS).

2-O vídeo "educativo" sobre não piratear que aparece em todos os DVDs. Na realidade, o pirateador vê calmamente as suas versões pirateadas (não contendo esta dispensável introdução) enquanto que o honesto (parvo?) cidadão que compra os originais tem que gramar com esta merda vezes sem conta.

1-Intervalos no cinema. Não sei quem foi o idiota que os inventou (embora desconfie dos vendedores de pipocas) mas nada estraga mais o impacto que uma obra cinematográfica tem sobre nós do que um intervalo, e quanto mais intenso o filme, maior é o estrago. Para piorar ainda mais a situação, a duração do intervalo é desconhecida e o seu final impetuoso, supreendendo por vezes algumas pobres almas que se ausentam por momentos e acabam por perder um bocado do filme que pagaram para ver. Se alguém gostar de livros, mais vale ficar em casa e ligar a TVI, sai mais barato e têem direito a (em vez de um único) uns espantosos 5 intervalos por filme.

Filipe Baptista de Morais

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Exaustão

Por vezes as férias podem ser a altura mais cansativa do ano. Afinal é quando temos mais tempo livre e, apesar de saber bem o ocasional dia passado no sofá sem fazer nenhum, regra geral uma pessoa aborrece-se se não levar uma vida mais activa.
No entanto o cansaço que daí advém, essa fadiga voluntária, não é de todo desagradável. O cansaço no trabalho pode servir como fonte de orgulho quando as coisas correm bem, e tanto pode servir de consolação como de irritação quando estas correm mal (depende de como vemos as coisas). Mas o "cansaço lúdico", esse apenas nos transmite uma estranha sensação de satisfação. Talvez sintamos que, ao puxar por nós, estamos a aproveitar a vida ao máximo. Ou talvez essa satisfação não passe do inerente conhecimento de que podemos descansar após um longo desgaste, que nos podemos deitar algures livres de responsabilidades e recarregar baterias.
Agora que chegámos a este tão bonito conceito, é exactamente isso que vou fazer: descansar. Não irá portanto aparecer nada de novo nestas bandas no próximo mês. Cumprimentos e desejos de boas férias,

Filipe Morais

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Acontece (aos melhores xD)

Anteontem parti duas cordas da minha pobre raquete de ténis. Tudo aconteceu por volta das 5 da tarde, uma hora razoável para a prática desportiva: suficientemente tarde para não interferir com a digestão mas suficientemente cedo para o sol nos assar como porco no espeto. Back to the point, estava eu concentrado em posição de espera quando se aproxima de mim um serviço "mansinho" (perdoem-me a private mas não resisti, peço ao comum leitor que a interprete como uma simples ironia). Enfim, querendo responder à altura, puxo o braço bem atrás e... prontos, lá se vão as cordas.
Que se sente num momento destes? Creio que o meu primeiro pensamento foi "Bolas, a minha raquete!". Confesso, que foi a minha primeira vez, não estando portanto habituado a este tipo de situações. Mas, também de imediato, não me consegui impedir de sentir a satisfação tipicamente humana de partir qualquer coisa. De onde vem tal sensação? Penso que o acto de destruir algo serve como uma demonstração de poder, fazendo-nos acreditar que temos a capacidade de alterar o que nos rodeia, o poder para mudar o mundo.
Uma última sensação percorreu-me o espírito, desta feita sob a minha condição de tenista. De algum modo, senti o quebrar das cordas como uma mudança de patamar, aliada a uma satisfacção profissional comparável à do miudinho de 10 anos cujo instrutor diz que finalmente pode jogar do fundo do court. Afinal, não é qualquer tenista de fim-de-semana que parte as cordas da raquete, tal sugere já uma certa mestria na arte (por antagonista que possa parecer).
E prontos, lá mandei re-encordoar a raquete. Voltará, a mesma armação, mas não a Mesma.
R.I.P miúda.

Filipe Morais