sábado, 22 de janeiro de 2011
Tanto Por Dizer
Há excepções, claro. De facto, vêm-me imediatamente à cabeça três situações em que geralmente não nos faltam palavras, antes pelo contrário, estas parecem jorrar incontrolavelmente:
- durante um jogo de futebol
- quando estamos a tentar engatar uma rapariga/rapaz
- quando somos donos de um pequeno café
Nestes três casos parecemos ser acometidos de uma verdadeira verborreia, deitando fora tudo o que fomos guardando de forma algo desconexa e, até, estúpida. Talvez se disséssemos menos disparates na altura errada e mais coisas importantes na altura certa a vida fosse mais simples. E não há alturas erradas para as palavras que devem ser ditas.
Filipe Baptista de Morais
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Tags
Faz agora sentido referir quais os tags que utiliz(ar)ei, pelo que as enuncio abaixo:
-Corridas
Aqui pus todos os relatos sobre provas de atletismo que frequentei.
-Divagações
Todos os post que são, como o nome indica, simples divagações sobre algo que me chamou a atenção, geralmente sei qualquer tipo de abordagem filosófica.
-Pessoais
Nesta categoria englobei todos os textos em que falo de experiências pessoais, nomeadamente eventos em que participei
-Psicologia e Sociologia
Sob esta alçada coloquei todas as escrituras em que abordo a nossa maneira de pensar, seja enquanto indivíduos ou sociedade. Também alguns textos em que são abordadas características do comportamento em sociedade.
-Reflexões
Todos os textos mais "profundos", inspirados de facto por uma reflexão mais intensa e que não caem na categoria anterior (ou então caem nas duas por razões distintas).
-Reviews
Aqui caem todos aqueles que são sobre ou partem de um livro ou um filme, ou ainda que abordam de forma minimamente aprofundada um dos dois.
E prontos, julgo ter assim descoberto seis categorias não redundantes nas quais consigo englobar todos os textos que vou escrevendo. Logo por azar, este parece não encaixar em nenhuma. Raios!
Filipe Baptista de Morais
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Lentamente
Creio que nenhum de nós se sente mais velho do que há dez segundos atrás, mas se falarmos em 10 anos...E no entanto 10 anos nada mais são do que aproximadamente trinta e um e meio milhões de conjuntos de dez segundos (sim o técnico anda-me a fazer mal). Há muitos outros exemplos deste fenómeno: se em miúdos perguntarmos aos nossos pais quanto crescemos na última hora a resposta será invariavelmente nula, ou bondosamente desonesta. Mas claro que todos somos mais altos que há uns aninhos atrás (embora o inverso se possa vir a verificar também). A lição a tirar é que é preciso cuidado com aquilo que aparenta ser desprezável, e também para não desesperarmos quando algo parece não ter fim. Ou não termos esperanças demasiado altas quando alto parece durar para sempre. Afinal, eternidade nada mais é que uma palavra.
Filipe Baptista de Morais
sábado, 1 de janeiro de 2011
Está Feito
O ano passado deixei aqui (http://vivoalasca.blogspot.com/2009/12/and-happy-new-year.html) uma lista com algumas das minhas metas para o ano qui se avizinhava. Destas faltaram alguns "checks", nomeadamente junto ao golo de cabeça (a culpa é, obviamente, dos outros jogadores que não sabem centrar), correr a maratona (aqui sim, já confessei que me faltou uma injecção de epinefrina nessa manhã) e despachar as passas. De resto experimentei um (vários) Irish Coffee (é bom), conheci pessoas novas (esta era fácil admito) e fui ao estrangeiro com amigos (ver o Masters Finals em Londres). Mas mais importante que tudo isto fiz muita coisa que não tinha planeado fazer. Isto porque se a vida se limitasse a correr como a planeávamos seria muito aborrecida, poderíamos inclusivé fazê-la toda no papel sem necessidade de a viver. Portanto viva o inesperado e o imprevisível, e viva o Alasca pois claro.
Podia fazer outra lista semelhante à do ano passado, mas não me apetece aborrecer-vos com um monte de coisas do qual metade nunca chegará a acontecer, e que no fundo não interessam para nada. Faz mais sentido limitar os tempos de planeamentos a um mínimo, ficando com mais espaço para os concretizar.
Feliz Ano Novo!
Filipe Baptista de Morais
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
São Silvestre de Lisboa
Comprimento: 10Km
Data: 26 de Dezembro de 2o10
Objectivos Mínimos: -42min
Desafio Pessoal: -39m 42s
Melhor Tempo em Provas Semelhantes: 39m 42s
Finalmente a tão badalada corrida de São Silvestre de Lisboa, prova para a qual tinha grandes esperanças e expectativas, nomeadamente melhorar o tempo obtido na Corrida do Tejo. Tendo feito prestações satisfatórias nos treinos indoor no ginásio e no Grande Prémio de Natal (apenas uma semana antes) estava confiante de que me iria superar mais uma vez. Infelizmente tal não se verificou mas ainda assim quero deixar aqui o meu balanço e apreciação da prova.
Partida: Ponto positivo para a organização por dividir as zonas de partida por tempos. Ponto negativo para o grande número de atletas que simplesmente ignoraram as indicações para partir mais à frente. Claro que se pode partir da zona dos -40 e acabar por fazer pior (como foi o meu próprio caso) mas não acredito que alguém que já tenha feito menos de 40 minutos (ou que se proponha a fazê-lo) reaja à partida com uma passada de caracol. A estreiteza da rua (de lembrar que estavam cerca de 8000 atletas!) não ajudou obviamente criando-se o já habitual caos neste tipo de eventos.
Ponto de Apoio (5Km): Aqui tenho infelizmente que deixar um comentário depreciativo em relação à organização, pelo facto de o ponto de apoio estar posicionado unicamente num dos lados da estrada e prolongar-se apenas por uns escassos metros. Ora já vi isto acontecer algumas vezes em provas de menos aluência, como é o caso das meias-maratonas, sem nenhum mal daí advir. Agora numa prova deste tipo acontece que é tanta a confusão que os desafortunados atletas que tenham a infeliz ideia de correr do lado oposto podem não conseguir aceder às águas sem interromper a sua marcha. Foi o que me aconteceu, tendo decidido após rápida reflexão que preferia passar o posto em branco a quebrar o ritmo.
Nesta altura ainda estava em condições de atingir o meu objectivo, mas a partir daqui foi o descalabro. Talvez por ser de noite (primeira vez que corria nestas condições), talvez pelo desgaste do piso irregular (género calçada), talvez pelo frio (FRIO!), talvez por falta de sono ou até excesso de treino (2 provas em semanas consecutivas realmente é de evitar) talvez por outra razão qualquer o facto é que a partir deste ponto comecei realmente a quebrar fisicamente. Ainda assim creio que estaria em perfeitas condições de cumprir (pelo menos) os objectivos mínimos fosse o terreno plano. Mas não o era, como saberia se tivesse consultado o gráfico de altimetria que agora disponibilizo aqui:

Peço aqui ao meu caro leitor para ver o que passa a partir do 6º quilómetro. Pois. Subir,subir,subir,subir,subir até ao malfadado marquês que parecia manter-se sempre à mesma distância. Ao chegar ao cimo ainda pensei que, impondo um ritmo hercúleo, ainda conseguiria recuperar o tempo perdido. Mas ainda nem ia a meio da descida quando tais aspirações se desvaneceram com o aparecimento de uma súbita e fulminante dor de burro que me obrigou a abrandar consideravelmente. Ainda consegui tornar a acelerar no final para cruzar a meta a um ritmo mais que decente (há que ficar bem nas fotografias que, nem a propósito, ainda não estão disponíveis), mas o mal estava feito. Terminei assim a prova com uns espantosamente maus 43min 19s, que me valeram um já não tão mau 470º lugar. Há aqui uma lição a tirar, e nos próximos tempos vou certamente esforçar-me por descobrir qual é e aprendê-la.
Filipe Baptista de Morais
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Época de Paz
Parece que os únicos locais que fogem a esta bruma de calma são os centros comerciais. Mais, parecem estar a ser assaltados por um frenesim consumista sem precedentes. Ainda hoje tive que ir ao El Corte Inglês levantar o dorsal para a corrida de S.Silvestre (nada como correr 10Km dia 26 para queimar logo todo o doce espírito Natalício que se impregnou em nós) e vi-me envolto num mar de caos e ruído. Parecia uma daquelas batalhas d' O Senhor dos Aneis. Ou um concerto dos Rise Against.
Já agora aproveito para, Natal à parte, expressar o meu desagrado por esse centro comercial em particular. Genial obra prima do marketing, não tem verdadeiramente lojas no seu sentido físico: os produtos estão espalhados (numa ordem estatísticamente optimizada acredito) por todo o lado, transformando todo o centro numa única e gigante loja. Ora isto é tudo muito bonito para os comerciantes, mas eu pessoalmente não gosto de sair das escadas rolantes e ver-me subitamente emboscado e encurralado por perfumes e roupa de mulher. Cada coisa no seu lugar.
Filipe Baptista de Morais
domingo, 19 de dezembro de 2010
53º Grande Prémio de Natal
Comprimento: 9Km
Data: 19 de Dezembro de 2010
Objectivos Mínimos: 40min
Desafio Pessoal: -
Melhor Tempo em Provas do Mesmo Comprimento: -
Prova atípica pela sua díspar distância (9Km, onde é que já se viu?), o 53ª Grande Prémio de Natal apenas me chamou a atenção por ser de facto em plena Lisboa, permitindo-me assim correr em ambiente "competitivo" sem ter que ir a cascos de rolha. Não é que não goste de cascos de rolha (alguns são muito agradáveis) mas, já se sabe, "home sweet home" e sou de facto alfacinha de gema. No entanto não encarei esta prova com muita seriedade, servindo mais como um treino (quanto mais não seja aquecimento para a semana - S.Silvestre de Lisboa). E parece que desta vez o mundo estava em sintonia com a minha condescência, visto que não tinha disponível nenhum do equipamento que usualmente levaria para estas provas de Inverno (calças de lycra, casaco de corrida, Nike + Ipod, luvas de corrida, relógio com cronómetro, polar). Até foi bom para me (re)lembrar que para correr só precisamos dos nossos pés. É incrível como podemos ler fascinados livros de centenas de páginas*, concordar com quase tudo o que está escrito e ainda assim não aprender nada.
Fui assim para a prova sem velocímetro, pedómetro, nada dessas mariquices. Nem um raio de um cronómetro tinha! Embora não o tivesse planeado, revelou-se interessante para ver como se está a moldar o meu ritmo pessoal. Completei a prova em cerca de 35mins, o que revela que ando à volta dos 4mins/km que é um dos objectivos que tenho em vista para corridas futuras. Só falta conseguir mantê-los por 21Km.
Digo "cerca" de 35mins porque de facto não sei muito bem, como já referi não tinha cronómetro e ainda não lançaram os tempos oficiais, apesar de tal ter sido anunciado para as 16 horas. Parece que está na moda anunciar lançamentos só porque sim.
Quanto à prova em si não há muito a dizer, apenas um posto de abastecimento como seria de esperar para uma prova tão curta e um percurso quase inteiramente plano, se bem que de todo não do meu agrado. Isto porque fazíamos a Av.República nos dois sentidos, com os seus horríveis túneis que, apesar de representarem uma inclinação que apenas dura uns segundos, me conseguem quebrar completamente o ritmo.
*Neste caso referia-me ao livro (também já abordado aqui) "Nascidos Para Correr" que tanto implica com as mariquices que hoje em dia utilizamos para correr.
Filipe Baptista de Morais
