segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Incompreensível
Para os que na tranquilidade das suas férias* ainda não ouviram falar em tal coisa passo a explicar. Tourear um carro consiste, como o nome indica, em pegar num pano vermelho, vestir (ou não) uma daquelas jaquetas ridículas, saltar para o meio de uma via rápida ou auto-estrada e fingir que os carros são touros.
Que leva as pessoas, maioritariamente jovens, a arriscar a vida desta maneira? Ao contrário do D.Quixote que fazem relembrar estes cavaleiros do século XXI não têm perturbações mentais. Pelo menos não no sentido convencional do termo. Também não são pagos para o fazerem, o que poderia explicar tudo pois os efeitos da ganância já são mais do que conhecidos. Aparentemente tudo o que pretendiam ganhar com essa aventura era um grande número de views no youtube, ou likes no facebook.
É o desejo de fama tão intenso que leva as pessoas a cometer estes actos, para serem vistas por milhões de pessoas que nunca se darão ao trabalho de saber o seu nome e passado uma semana provavelmente já nem se lembra do vídeo? Sentir-se-iam tão sozinhos que ansiavam de modo intenso qualquer contacto ou reconhecimento, ainda que virtual, com outros seres humanos? Nunca conheci nenhum destes toureiros e, portanto, a resposta escapa-se-me. Se é que há resposta. Por vezes há coisas que estão simplesmente para lá da nossa compreensão.
No mesmo mês em Oslo, Noruega, um fanático cristão com um ainda mais fanático ódio xenófobo plantou uma bomba no centro da cidade, antes de se dirigir à ilha de Utoya e matar dezenas a tiro. No total as mortes quase que ascenderam a uma centena.
À primeira vista isto não parecia fazer sentido nenhum. Como é que o ódio pelos estrangeiros leva ao assassínio dos seus compatriotas? Depois veio a explicação, a bomba foi plantada para atingir o gabinete do primeiro-ministro e a ilha estava ocupada pela juventude do partido no poder, partido esse que era defensor das fronteiras abertas. Mas isto não explica nada. Noventa e dois mortos não fazem sentido e não há explicações que possam mudar isso. Pessoalmente, é um alívio estes actos serem de todo incompreensíveis: seria assustador se entendêssemos de algum modo estes monstros.
Seria de pensar alguém capaz destes actos nunca teve um momento de felicidade na vida, para ser capaz de privar tantos da sua. Mas não, como começa a ser costume nestes casos os vizinhos dizem tratar-se de uma pessoa perfeitamente normal, simpático e sorridente. Enfim, incompreensível.
Filipe Baptista de Morais
* Este texto foi escrito originalmente a 9 de Agosto (em papel), daí o aparente desfasamento temporal. De facto, raramente escrevo directamente aqui no blog pelo que as datas de publicação (quase) nunca coincidem com as verdadeiras datas de escrita. Nunca mencionei isto antes porque é daqueles facto que não interessam a ninguém; neste caso no entanto pareceu-me oportuno explicar a alusão às férias em meados de Outubro.
Maratona do Algarve
Este fim-de-semana decidi finalmente experimentar correr a maratona completa, em toda a sua extensão.
As condições não eram más: o vento ajudava a suportar o calor, o percurso era bastante plano e havia postos de abastecimento de 5 em 5 Kms. Curiosamente eram proibidos auriculares na prova, pelo que tive de deixar de parte o meu Ipod (e portanto também as suas funções de pedómetro e velocímetro) e levei apenas o meu cardiofrequencímetro.
A prova começou bastante bem, sentia-me confiante e ao terminar a 1ª volta (21Kms) estava em óptimas condições de cumprir com o meu desafio pessoal. No entanto esta confiança revelou-se excessiva (porventura consequência da minha inexperiência), o que aliado ao meu passo demasiado irregular (que podem verificar nas tabelas abaixo) e ao forte calor que se começou a fazer sentir comprometeu irremediavelmente o meu desempenho.
Assim, pelo 28º Km comecei a “morrer” (mais uma vez podem verificar as tabelas) e ao chegar ao 35ºKm já mal conseguia andar com as dores nas pernas e decidi que não tinha condições para terminar a prova. Desisti portanto. Curiosamente esta era a powersong que tinha escolhido para a corrida.
Mais do que as dores nas pernas (escrevi isto no comboio de regresso, portanto ainda as sinto) magoa o orgulho ferido. Nunca tinha desistido numa prova de atletismo, e acreditava realmente que nunca o faria. Mas pronto, há-de haver outras oportunidades. Embora provavelmente não me meta noutra tão cedo, hei-de completar uma maratona.
Só numa de despejar algumas estatísticas tão engraçadas quantos inúteis: durante o exercício os meu BPM médios foram 158, com 195 de máxima e 58 em repouso antes de iniciar a prova. Isto significa que o meu coração bateu 28782 vezes enquanto corria. Parece ainda que queimei 2227KCal, o que pode explicar porque é que estava cheio de fome no final.
Tabelas:

Filipe Baptista de Morais
PS: embora não me tenha afectado a mim devido à desistência houve um incidente algo grave que provavelmente afectou a prova de muitos atletas. Um atraso numa das carrinhas de abastecimento fez com que os postos de apoio esgotassem as suas águas, pelo que não havia águas a partir do 31º Km. É chato.
PS2: um agradecimento especial ao voluntário da carrinha de abastecimento que me deu boleia até à meta, e me deixou usar o seu telemóvel.
sábado, 1 de outubro de 2011
Meia Maratona de Portugal
Nome da Prova: Meia Maratona de Portugal
Comprimento: 21Km
Data: 25 de Setembro de 2011
Objectivos Mínimos: -1h35m
Desafio Pessoal: -1h30m
Melhor Tempo em Provas Semelhantes: 1h31m45s
Uma vez vi um atleta de alta de competição dizer para a televisão que numa prova nunca estamos a 100%. Ou a época de preparação não correu como queríamos, ou o pequeno-almoço caiu-nos mal, ou a nossa namorada de há 7 anos acabou connosco, ou está demasiado frio, etc, etc... Há sempre um rol interminável de desculpas que podemos usar para justificar os nossos desaires, assim como para continuar a acreditar que poderíamos fazer melhor. Assim sendo também posso deixar aqui tudo o que correu mal nesta prova: a época de preparação (ou falta dela), não dormi bem nem na véspera nem nos dois dias anteriores, não consegui encontrar a minha braçadeira para levar o Ipod (lá se foi o velocímetro) e, mais importante, estava demasiado (!) calor. Para além dos problemas recorrentes destas provas, como o percurso com algumas subidas estrategicamente colocadas e o sempre presente caos na momento da partida.Seja como for consegui não perder muito tempo na confusão dos primeiros 3Km, tendo recuperado essa diferença até ao 7º Km. De notar que nesta altura estava a apontar para uma média de 4m15s / Km, que me permitiria atingir a marca de 1h30m com ainda alguma folga. Fiquei bastante feliz por, mesmo sem o velocímetro, ser capaz de definir o meu ritmo de corrida aos valores necessários. Assim, após recuperar o atraso, consegui fazer vários quilómetros com parciais a variar entre 4m7s - 4m22s.
Foi quando cheguei perto dos 12Km (infelizmente apaguei sem querer o meu registo dos parciais, pelo que não posso fazer uma análise detalhada) que tudo começou a descarrilar, já que as pernas começaram a deixar de responder. Aqui tentei um pouco de tudo: pastilhas da Isostar, Powerade no ponto de apoio dos 12Km, banana e laranja no dos 13Km. Mas tudo isto não fez mais do que permitir breves alívios, e no final terminei a prova já com parciais acima de 5m / Km. Cruzei a meta com o cronómetro a marcar 1h35m17s pelo que, não tendo batido o meu record pessoal, bati o meu record nesta prova e fiz o meu 2º melhor tempo de sempre. Não foi (demasiado) mau portanto.
Filipe Baptista de Morais
sábado, 24 de setembro de 2011
Queremos Ser Úteis
Por um lado queremos deixar finalmente os livros para trás, embora isso provavelmente nunca aconteça realmente. Por outro a sensação de independência que advém de ganharmos o nosso próprio dinheiro. Mas claro que tudo isto deixa de ter importância quando obtemos o primeiro emprego, passando então a queixar-nos da falta de férias e suspirando pelos belos tempos em que andávamos de livros às costas.
Outra razão também preemente para essa ânsia é o desejo de ser reconhecido ou, melhor dizendo, útil. É que enquanto estudantes também nos fartamos de trabalhar, mas esse trabalho não serve para nada. Bom, serve-nos a nós, que precisamos dele para continuarmos (com sucesso) os nossos estudos. Pode servir àqueles professores mais empenhados (os chamados malucos) que tiram satisfação do sucesso dos seus alunos, no fundo um reflexo do seu esforço próprio. Eventualmente poderíamos dizer que serve ao mundo que um dia irá necessitar dos conhecimentos que esse trabalho nos proporciona. Mas isso é já uma linha de raciocínio tão longa e rebuscada que se assemelha à teoria do caos.
Não, o que fazemos não serve para nada nem ninguém a não ser nós próprios, hoje e no futuro. O que já nem é mau de todo; egocentrismo à parte eu, pelo menos, preocupo-me bastante com a minha pessoa. Mas quando passamos a receber um cheque ao final do mês tudo é diferente. Ninguém gosta de dar dinheiro só porque sim (excepto, talvez, as avózinhas aos seus netinhos) e portanto se nos pagam é porque querem o nosso trabalho. Precisam dele. E nada faz tão bem ao nosso ego como sentirmo-nos úteis e necessários.
Filipe Baptista de Morais
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
US Open 2011
Em primeiro lugar, o comportamento da finalista derrotada Serena Williams. Mais uma vez a atleta teve um comportamento inqualificável, ao insultar descarada e repetidamente a árbitra de cadeira no encontro, provavelmente porque estar mal-disposta devido à grande tareia que estava a levar. Podem ver o vídeo aqui. Concorde-se ou não com a decisão da árbitra (a meu ver perfeitamente justificada, já que Serena claramente dá o grito de vitória antes de terminado o ponto, desconcentrando a adversária) o que se a passa a seguir não tem justificação. Serena a descarregar toda a raiva e frustração que o encontro lhe estava a causar de forma irracional na árbitra; ou então é simplesmente agressiva e arrogante por natureza. Numa grande campeã (como ela inegavelmente é) um pouco de classe nunca fica mal. Nisto Serena poderia aprender muito com Federer, Nadal ou mesmo com a maior parte das suas colegas do circuito feminino.
Em segundo lugar o encontro de Roger Federer com Novak Djokovic nas meias-finais. Federer a entrar bem e nos dois primeiros sets mostrou (mais uma vez) porque é considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos e continua a ser o preferido do público. Nos dois seguintes a facilitar um pouco, talvez um pouco displiscente como é frequentamente acusado, embora também não se possa tirar o mérito todo ao esforço e à subida de nível de Djokovic. O 5º set foi sem dúvida o mais interessante, com ambos os jogadores a darem o seu máximo para se deslocarem à final. E aqui se viu bem como o ténis vive de momentum e como tudo pode mudar de um momento para o outro. A servir para igualar o set (estava a perder 4-3) Djokovic vê o suiço dar uma madeirada, mas a bola cai dentro e Federer acaba por ganhar o ponto, arrancando aplausos da multidão que torcia por ele. Irritado por aplaudirem um ponto conquistado com sorte (há que reconhecer) e também provavelmente por o público claramente se inclinar para a vitória de Federer (apesar do seu estatuto de nº1 mundial) o sérvio manisfestou o seu desagrado ao público e perdeu muita da essencial concentração. Permitiu assim rapidamente o break ao adversário. A servir para ganhar o encontro Federer mantém o ascendente e rapidamente chega ao 40-15: duplo match point. E é aqui que tudo se transforma. Irritado e descrente na vitória, Djokovic responde ao serviço com uma displiscente agressiva padeirada na bola, que por sorte (mas lá está, é preciso talento para ter sorte...) ou destino beijou a linha, salvando assim o 1º de encontro. Já o segundo foi perdido pelo suiço, que tendo ocasião de fechar o encontro vê o seu ataque ir de encontro à tela e a bola a sair para fora. E pronto, perdendo dois match points desta maneira e certamente com o encontro do ano passado bem vivo na memória (em que Federer também perdeu com Djokovic em 5 sets, após desperdiçar 2 match points) o nº3 mundial cedeu à pressão, oferecendo o break com uma dupla falta. O resto do encontro ficou também selado com as dúvidas e os medos do suiço, que se revelou (compeensívelmente) inconsolável na conferência de imprensa. No entanto não concordo com os que criticam os seus comentários após o jogo, creio se revelou apenas sincero e honesto e que de modo nenhum foi incorrecto para com o adversário. Como sempre, um grande campeão. Mesmo na derrota.
Para terminar, a tão aguardada final masculina: Djokovic (1) vs Nadal (2). Quem diz que foi uma jogo desapontante pelo claro desiquilíbrio (e não são poucos os que o dizem) ou não viram o jogo ou não percebem nada de ténis. Confesso que não vi o 1º set, portanto é possivel que o parcial 6-2 reflita uma certa diferença de nível. Já o 2º e o 3º set, com os parciais de 6-4 e 6-7, foram de um nível estratosférico, do melhor ténis que já tive oportunidade de ver. Pontos extremamente disputados, bolas de um excelente nível com ambos os jogadores a deixarem tudo o que tinham no court. No 4º set o nível desceu devido ao (desumano) desgaste que os jogadores já tinham sofrido, mas ainda assim o parcial de 6-1 não reflecte o momento inicial em que Nadal quase consegue o break, e que poderia muito bem relançá-lo no encontro. Devo também dizer que nunca tinha visto o incansável Nadal tão cansado, nem desistir de uma bola como aconteceu no match point. Há que tirar o chapéu ao campeão, que o conseguiu deixar nesse estado mostrando porque lidera o ranking. Mas não podemos de modo algum dizer que foi uma final de apenas um sentido, isso seria um total desrespeito não só para com o runner-up Nadal, que deu tanto no court e jogou ténis de alto nível, como também para a própria modalidade em si, já que foram jogados alguns dos pontos mais emociantes e com maior entrega de sempre. De realçar também que o árbitro de cadeira neste extremamente importante (e também complicado de "apitar" ) encontro era o português Carlos Ramos.
Filipe Baptista de Morais
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sacrifícios
É claro que isto pressupõe uma capacidade que (geralmente) não se atribui aos animais: a projeção no futuro. Ou, semelhante, a análise do passado e estabelecimento de relações de correlação entre acontecimentos passados e presentes. Afinal, distinguir passado e presente de presente e futuro passa apenas por uma questão de perspectiva.
Um conceito interessante aliado a esta questão é o do sacrifício. Por norma, sacrifício consiste em abdicar de algo para obter outra coisa. Tudo isto se torna mais interessante quando a recompensa vem apenas no futuro. É assim esta capacidade de pensar na recompensa futura que permite às mulheres as suas dietas e aos homens os seus dolorosos treinos de ginásio, a ânsia por algo positivo no futuro sobrepõe-se ao sofrimento do momento.
Vi há algum tempo numa TED Talk um cientista que, após algumas experiências, chegou à conclusão que a principal característica que leva ao sucesso é precisamente essa capacidade de sacrifício em prol de uma recompensa futura. Numa das experiências, crianças muito novas (creio que na ordem dos 4 anos) eram deixadas sozinhas numa sala com um bombom sendo-lhes dito que, se passados alguns minutos ainda não o tivessem comido, então teriam direito a dois. Anos mais tarde foram verificar a sua evolução e constataram que as crianças que tinham aguentado a sua gula para receberem o prémio eram as que ocupavam mais importantes, para além de se acharem mais satisfeitos com as suas vidas profissionais e pessoais. Claro que é um estudo algo redutor, no sentido em que relaciona algo que depende de inúmeros factores com apenas uma característica. No entao, se bem me lembro a amostra era suficientemente elevada para levar até os mais cépticos terem de admitir uma correlação (infelizmente não me recordo mesmo dos números). Para além de que não é qualquer estudo que tem direito a ser apresentado numa TED Talk. De qualquer forma não deixa de ser também interessante quanto de nós já cabe dentro da nossa mini versão de quatro anos.
Filipe Baptista de Morais
PS: Vai ter lugar brevemente uma TED-Like Talk aqui mesmo em Lisboa. Podem consultar o cartaz em http://tedxedges.com/
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Lar do Bikini
Acho que ninguém percebe muito bem a postura das mulheres em relação à praia. Para começar, adoram expôr o corpo que tanto se esfporçam por esconder no resto do ano. Nada contra, obviamente. Só é engraçado ver como usam um bikini e horas depois se preocupam se deviam apertar mais um botão na blusa, ou se o vestido é curto de mais.
Mas mas curioso que isso, que vão elas lá fazer sequer? Geralmente limitam-se a dormir, ou a estender-se ociosamente numa toalha a ler a Caras. Ora sempre achei que uma pessoa está muito mais confortável numa cama ou sofá do que deitada num monte de areia irregular. E como toda a gente sabe as mulheres odeiam areia. O que também é estranho porque é precisamente essa a definição de praia: um monte de areia junto à água que, claro, está sempre demasiado fria.
Também não é pelo sol, já que há sol em todo o o lado, e deus as livre de se exporem a ele! Impensável estar debaixo desse escaldante e malvado astro causador de rugas sem um toldo ou um guarda-sol para protecção. Excepto, claro, na já referida praia.
Poder-se-ia pensar que é apenas para trabalhar no bronze, mas também esse raciocínio tem falácias, já que significaria que os solários destronariam a praia. Pois já que se trata de um sacrifício não será melhor fazê-lo deitado num cubículo durante umas horas do que na areia durante dias a fio? Mas não, as utilizadoras de solários são encaradas com desprezo como se fossem criminosas e não como mulheres modernas que abraçaram o futuro, pelo que geralmente escondem esse facto inventando uma viagem ao Brasil ou Cabo Verde.
Se pensarmos bem em tudo aquilo que uma praia representa (sol, areia, água fria, bolas de volley e raquetes perdidas a acertar nas pessoas, estarem expostas a olhares labregos e cobiçosos) vemos que é precisamente tudo aquilo que odeiam. E, no entanto, adoram-na. vá-se lá perceber as mulheres.
Filipe Baptista de Morais
PS: Outra coisa que não percebho nas mulheres em relação à praia, embora off-topic, é a sua postura relativamente ao topless. Opõem-se veemente à ideia nos seus 18s e 20s quando o incentivamos, mas muitas libertam-se desses pudores lá pelos 50 quando, sinceramente, já ninguém quer ver isso. É como dizem no mundo do marketing: a ideia certa na altura errada torna-se uma ideia errada.
