Ainda há pouco estava a ver o frente a frente que opunha Paulo Portas a Jerónimo de Sousa. Digo opunha visto defenderem ideologias tão diferentes, ainda que no fundo tenham os mesmos objectivos. No entanto o que me chamou mais atenção (pela negativa devo dizer) não foram as teses ou argumentos que cada um apresentou, ou talvez devesse dizer tentou apresentar. É ridículo o ritmo a que têm de falar para expressar as suas ideias e responder a perguntas, sempre sob a constante pressão do apresentador. Se perguntassem a Deus como salvar o mundo, duvido que a resposta se pudesse resumir em 30 segundos. Mas é isso que é constantemente pedido aos nossos políticos hoje em dia.
Bem sei que hoje em dia a vida tem outro ritmo, o frenesim da cidade etc,etc... E creio que todos sentimos um pouco falta de tempo para tudo, nomedamente para nos mantermos informados. É portanto cada vez mais difícil estarmos a par do que se passa no país e no mundo, nomedamente na política. Mas isso é ainda mais agravados quando, felizes por termos arranjado um tempinho para ver um debate político, parece que são eles que não têm tempo para falar. E não têm! Que será que a televisão tem de mais importante para transmitir do que as mensagens daqueles que pretendem vir a governar o país, ainda para mais num momento de crise? A resposta é simples: telenovelas, talk shows, outros programas de entretenimento e jogos de futebol. As transmissões televisivas reprensentam um mercados de um valor incalculável, e portanto é inevitável que os canais se vejam cada vez mais como empresas que, como qualquer aluno de gestão aprende rapidamente, têm como objectivo principal o lucro. Mesmo as do Estado, infelizmente.
Deixem-nos falar...
Filipe Baptista de Morais
PS: Não estou de todo a criticar os moderadores (creio que em cima usei erradamente o termo apresentador, mas sou demasiado preguiçoso para o emendar) que apenas fazem o seu trabalho. De facto não estou a criticar ninguém em particular, apenas certos aspectos deste mundo que parecemos tão empenhados em construir.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Aberto Mas Restrito
Durante a semana passada decorreu o Estoril Open 2011, um dos maiores eventos desportivos a tormar parte neste pequeno país. Como não podia deixar de ser dei lá um saltinho, tanto para ver umas partidas de ténis como para "roubar" mais um chapéu de palha. Tenho assim algumas notas referentes a essa experiência:
- Em primeiro lugar creio que é imperativo falar do cartaz, que foi de excelente qualidade (tanto a nível de tenistas como das meninas dos brindes). Em época de crise seria de esperar falta de "incentivos" que permitissem trazer cá os melhores; no entanto creio que a ausência de Federer permitiu financeiramente a presença de muitos outros, pelo que tivémos o prazer de receber grandes nomes do circuito actual (uma palavra que, curiosamente, já não se usa) como Verdasco, Soderling, Tsonga, Simon ou o vencedor Del Potro. Parabéns a ele já agora. Apenas no circuito feminino talvez se pudesse esperar um pouco mais.
- Toda a logística operacional esteve também, a meu ver, impecável. Daí que, apesar das fortes e intermitentes chuvadas, as perturbações ao decorrer do torneio foram mínimas.
- A prestação portuguesa também não foi de todo decepcionante, com um número record de portugueses a integrar o quadro principal e o nosso Gil a ser apenas travado pelo finalista Verdasco, já nos quartos-de-final. Sentiu-se no entanto a falta de Michelle de Brito.
-Deixei para o final a única crítica negativa que tenho para fazer: os bilhetes, que a meu ver foram demasiado caros. De facto, paguei mais por um bilhete para o Estoril Open do que para o Masters Final na O2 Arena (Londres). Certo que este último apenas nos permitia assistir a dois encontros, mas ainda assim... Isto explica, a meu ver, as bancadas vazias ao longo de todo o dia que lá estive. De facto, não são poucas as pessoas que conheço que gostariam de ter ido mas não o fizeram devido ao preço dos bilhetes. Mais gritante ainda é o vácuo que se observa nas chamadas bancadas VIP, com bilhetes oferecidos pela organização. Ano após ano insistem em oferecê-los a figuras públicas que preferem passear-se pela Sponsor's Village, usufruindo das comodidades (pagas com os bilhetes do resto de nós suponho) e sorrindo para as câmaras do que assistir de facto a alguma partida. É lamentável.
Filipe Baptista de Morais
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A Estrelinha Teimosa

Quando era pequeno era extremamente difícil tirar-me da cama. Não era pois de todo incomum tentarem convencer-me dizendo que já todas as estrelas se tinham ido embora. Levantava-me então, hesitante, e dirigia-me para a janela madrugadora... apenas para constatar invariavelmente que uma trémula luz solitária permanecia no ainda escuro céu: a estrelinha teimosa. Mais teimoso do que a estrela, servia-me dela como pretexto para voltar para a minha caminha até que ambos, estrela e eu, tínhamos que nos render ao nascer de um novo dia e abandonar os nossos confortáveis lares.
Quando cresci um pouco e comecei a ter alguma noção de quão ingénuo e inocente era antes (mas ainda sem qualquer noção de quão ingénuo ainda era) prometi escrever um livro sobre a estrelinha teimosa. O livro ainda está para vir, mas achei que um post era melhor que nada.
Hoje já não preciso que me tirem da cama; as minhas responsabilidades e vontades tratam são suficientes para isso. E se não forem também não preciso de estrela, teimosa ou não, para me render à preguiça. Até porque quando me levanto, hesitante, e me dirijo para a janela madrugadora apenas vejo a comum azáfama matinal de pessoas e carros, não está lá nenhuma estrela. Talvez nunca tenha estado, e a teimosia fosse toda minha...
Filipe Baptista de Morais
domingo, 10 de abril de 2011
Homogeneidade
Uma das maiores e porventura a mais visível consequência da "recente" globalização é a imiscuição de culturas. A globalização permitiu o contacto mais frequente (e profundo) de pessoas de diferentes culturas e lugares, e a essência humana tratou (e trata) do resto. Seja por desejo de integração ou por simples troca e partilha, a história diz-nos que os iniciais conflitos culturais tendem para a homogeneização.
Excepção à regra são alguns países africanos e asiáticos, muitos dos quais aparentavam estar a aproximar-se de nós, para agora inexplicavelmente se afastarem com um safanão. Mas a maior parte desta resistência reside em factores religiosos e portanto não puramente culturais. Outros países, como a China, prezam tanto o seu passado e cultura que se fecham dentro dos possíveis ao mundo exterior.
Mas pelo menos aqui pela Europa a tendência é extremamente clara. É curioso ver como pessoas que vivem a mais de 4000Km se vestem da mesma maneira que nós, têm estilos de vida semelhantes, vêm os mesmos filmes e ouvem as mesmas músicas. Isto permite uma conectividade, um inter-relacionamento que de outro modo seria impossível: é difícil estabelecermos uma ligação com alguém que nada tem em comum connosco. As estrelas POP, os filmes comerciais e os Starbucks deste mundo servem assim de pontos a unir os europeus, por vezes até pontes inter-continentais (ou não fosse a Starbucks americana!).
É assim importante cada povo manter uma certa divergência cultural, ser uma unidade constituinte de um todo, e não um modelo standard num admirável mundo novo. Coisas como a língua materna (tema que me parece merecer um posto dedicado), a música e danças tradicionais, a comida, a maneira de pensar, enfim, tudo o que nos define enquanto povo deve ser resguardado. Por enquanto parece que isto está a ser conseguido: particularmente no capítulo da comida ainda se nota grande diferença (e ainda bem!) ao viajar por aí fora. Embora seja de facto irritante pedir um café e receber água castanha. Que ainda por cima é cara. Mas é como se costuma dizer, não há almoços grátis. Será que atingimos um equilíbrio ou todas estas particularidades estão destinadas a perderem-se no esquecimento? O tempo o dirá.
Uma última nota referente ao nosso caso particular. A maior parte do mundo considera que os portugueses são pessoas divertidas (embora preguiçosas, talvez) que vivem num lindo país, embora poucos saibam onde fica (os americanos têm especial tendência para nos colocar na América do Sul). No entanto, parece ser profundamente característico dos portugueses a "auto-flagelação", comiseração, despeito e desrespeito (é para meter um auto em tudo). É espantoso como continuamos a ter visitas (e muitas) quando o quadro que pintamos de nós e do nosso lar é tão grotesco e desacolhedor. Está na altura de olhar com olhos de ver, deitar um pouco da nossa infinita modéstia (se é que é disso que se trata) e apregoar tudo aquilo que temos de bom e fantástico. Esta "lixeira" tem dos locais mais belos do mundo para se visitar, já para não falar na gastronomia (sim eu gosto muito de comer) de fazer inveja a quase todo o mundo. Que raio, se temos mesmo de exagerar então que seja para puxar o lume à nossa sardinha!
Filipe Baptista de Morais
Excepção à regra são alguns países africanos e asiáticos, muitos dos quais aparentavam estar a aproximar-se de nós, para agora inexplicavelmente se afastarem com um safanão. Mas a maior parte desta resistência reside em factores religiosos e portanto não puramente culturais. Outros países, como a China, prezam tanto o seu passado e cultura que se fecham dentro dos possíveis ao mundo exterior.
Mas pelo menos aqui pela Europa a tendência é extremamente clara. É curioso ver como pessoas que vivem a mais de 4000Km se vestem da mesma maneira que nós, têm estilos de vida semelhantes, vêm os mesmos filmes e ouvem as mesmas músicas. Isto permite uma conectividade, um inter-relacionamento que de outro modo seria impossível: é difícil estabelecermos uma ligação com alguém que nada tem em comum connosco. As estrelas POP, os filmes comerciais e os Starbucks deste mundo servem assim de pontos a unir os europeus, por vezes até pontes inter-continentais (ou não fosse a Starbucks americana!).
É assim importante cada povo manter uma certa divergência cultural, ser uma unidade constituinte de um todo, e não um modelo standard num admirável mundo novo. Coisas como a língua materna (tema que me parece merecer um posto dedicado), a música e danças tradicionais, a comida, a maneira de pensar, enfim, tudo o que nos define enquanto povo deve ser resguardado. Por enquanto parece que isto está a ser conseguido: particularmente no capítulo da comida ainda se nota grande diferença (e ainda bem!) ao viajar por aí fora. Embora seja de facto irritante pedir um café e receber água castanha. Que ainda por cima é cara. Mas é como se costuma dizer, não há almoços grátis. Será que atingimos um equilíbrio ou todas estas particularidades estão destinadas a perderem-se no esquecimento? O tempo o dirá.
Uma última nota referente ao nosso caso particular. A maior parte do mundo considera que os portugueses são pessoas divertidas (embora preguiçosas, talvez) que vivem num lindo país, embora poucos saibam onde fica (os americanos têm especial tendência para nos colocar na América do Sul). No entanto, parece ser profundamente característico dos portugueses a "auto-flagelação", comiseração, despeito e desrespeito (é para meter um auto em tudo). É espantoso como continuamos a ter visitas (e muitas) quando o quadro que pintamos de nós e do nosso lar é tão grotesco e desacolhedor. Está na altura de olhar com olhos de ver, deitar um pouco da nossa infinita modéstia (se é que é disso que se trata) e apregoar tudo aquilo que temos de bom e fantástico. Esta "lixeira" tem dos locais mais belos do mundo para se visitar, já para não falar na gastronomia (sim eu gosto muito de comer) de fazer inveja a quase todo o mundo. Que raio, se temos mesmo de exagerar então que seja para puxar o lume à nossa sardinha!
Filipe Baptista de Morais
terça-feira, 5 de abril de 2011
Trilhos do Almourol
Nome da Prova: Trilhos do Almourol
Comprimento: 39KmData: 3 de Abril de 2011
Objectivos Mínimos: TerminarDesafio Pessoal: Terminar inteiro
Melhor Tempo em Provas Semelhantes: NAEsta foi uma prova de atletismo especial para mim: foi a primeira prova de trilhos que realizei, assim como a primeira com uma distância superior a 21Km. Devo confessar que para mim um trilho era uma estrada plana de terra batida, e não isto que se vê aqui na foto. De notar que essa nem era das piores partes, já que em grande parte do circuito o relevo era tão acentuado ou os trilhos tão estreitos e repletos de obstáculos que se tornava impossível correr. Tudo isto levou a que completasse a prova numas estonteantes 5h 59m 35s, num esforço que não me julgava capaz de exercer. Mas não me arrependo de nenhum segundo: o percurso é simplesmente lindíssimo e a organização esteve impecável, quer na sinalização do percurso quer no conteúdo dos postos de abastecimentos. Pena não ter tido tempo no final para usufruir dos massagistas.
Depois disto fiquei cheio de vontade de me testar numa maratona de estrada. Quem sabe talvez dê um saltinho a Faro para a Maratona do Algarve.
Filipe Baptista de Morais
quinta-feira, 31 de março de 2011
Apenas Um Pretexto
No outro dia ocorreu-me que a vida gera à nossa volta. Não me refiro à vida no seu conceito mais lato, com toda aquela metafísica e descrições complexas que usam palavras como ecossistemas e metabolismo. E por nós também não me estava a referir a mim e ao meu alter-ego. Não, referia-me antes e simplesmente às nossas vidas, "àquilo que fazemos com o tempo que nos é concedido." É que parece-me que por muitas coisas que haja para ver e experimentar por esse mundo fora, nada consegue ser tão interessante como conhecer pessoas e culturas novas, ou aprofundar a relação com as que já conhecemos. É como se a Terra fosse apenas um cenário e a vida uma oportunidade, um pretexto para nos conhecermos uns aos outros. É espantoso o que aprendemos sobre os outros quando juntos descorimos coisas novas, pois cada comentário, cada perspectiva revela tanto sobre o seu objecto como sobre a pessoa que o pronunciou. E nada pode ser tão enriquecedor como uma conversa, tão belo como um sorriso, ou tão gratificante como fazê-lo acontecer. Ao falar nisto a uma amiga minha, ela comentou que conhecer pessoas novas era também uma excelente maneira de nos conhecermos a nós próprios, o que me deixou surpreendido. Não pela ideia em si, mas por não me ter ocorrido antes, de tão óbvia que é. Se as projecções que fazemos de objectos/coisas inanimadas permitem aos outros penetrar um pouco na nossa concha pessoal, é natural que a projecção que outros fazem de nós seja a melhor maneira de nos conhecermos. Os únicos espelhos que podem aspirar a reflectir-nos são os olhos dos outros, numa cópia (deformada) daquilo que só a nós pertence, e só em nós existe. E assim podemos ver-nos, ou pelo menos ver o que o mundo vê. E talvez seja isso que importa, e não a nossa indefinível existência que a todos é inacessível e aparente não ter significado físico. Que pode ser mais verdadeiro do que aquilo que a todos é aparente?
Filipe Baptista de Morais
Filipe Baptista de Morais
sábado, 26 de março de 2011
21ª Meia Maratona de Lisboa
Nome da Prova: Meia Maratona de Lisboa
Comprimento: 21Km
Data: 20 de Março de 2o11
Objectivos Mínimos: - / (eliminados devido às circunstâncias)
Desafio Pessoal: - / (eliminado devido às circunstâncias)
Melhor Tempo em Provas Semelhantes: 1h 31m 45s
Esta prova correu tão mal que vou tentar não me alongar muito. Apesar de ser a Meia Maratona com o percurso mais favorável e de ser por isso ideal para melhorar tempos pessoais, circunstâncias externas afastaram qualquer hipótese de isso acontecer. Cheguei na véspera à noite a Portugal, vindo de um curso programa de intercâmbio de uma semana, estando por isso completamente esgotado. Ainda assim não quis deixar de participar e na manhã seguinte lá me dirigi para a partida.
Determinado a não me dar como derrotado à partida, tentei correr como se me encontrasse em condições normais. Nos primeiros 5Km fiz um tempo bastante mau, quase a atingir os 25mins (velocidade média pouco acima dos 12km/h) mas tal deveu-se sobretudo à extrema confusão existente na área de partida. No entanto consegui acelerar nos quilómetros seguintes e recuperar o tempo perdido, chegando ao 12ºKm em cerca de 54m. Isto significa que entre o 5º e o 12º Kms consegui manter uma velocidade média de cerca de 14.5Km/h, o que já é extremamente bom. Demasiado até (pelo menos nesse dia) pois foi nesse ponto que morri completamente. As pernas começaram a desobedecer por completo, fui abrandando sucessivamente e no final já me encontrava a correr abaixo de 10Km/h. É engraçada a enorme quantidade de coisas que nos passam pela cabeça nesses momentos como "olha se desistir aqui posso apanhar o metro" ou "mas porque é que a música vai ficando melhor ao longo da prova? Assim não dá vontade de correr..." . Por uma questão de brio pessoal não podia deixar de completar a prova, obtendo assim o terrível tempo de 1h48m46s. Isto significa que a minha velocidade média entre o 12º e o 21º Kms foi de uns espantosamente baixos 9.15Km/h!!! Ainda assim fiquei contente comigo mesmo: contente por me ter levantado na cama quando tinha tantas horas de sono para repor, contente por ter ido correr sabendo que não ia correr bem, contente por chegar ao fim não sei bem com que forças e contente por trazer mais uma medalha para casa. Hei-de fazer melhor para a próxima!
Filipe Baptista de Morais
PS: Todas as contas foram feitas à pressa de cabeça ou na calculadora do portátil, portanto se houver algumas incorrecções não é de estranhar.
Comprimento: 21Km
Data: 20 de Março de 2o11
Objectivos Mínimos: - / (eliminados devido às circunstâncias)
Desafio Pessoal: - / (eliminado devido às circunstâncias)
Melhor Tempo em Provas Semelhantes: 1h 31m 45s
Esta prova correu tão mal que vou tentar não me alongar muito. Apesar de ser a Meia Maratona com o percurso mais favorável e de ser por isso ideal para melhorar tempos pessoais, circunstâncias externas afastaram qualquer hipótese de isso acontecer. Cheguei na véspera à noite a Portugal, vindo de um curso programa de intercâmbio de uma semana, estando por isso completamente esgotado. Ainda assim não quis deixar de participar e na manhã seguinte lá me dirigi para a partida.
Determinado a não me dar como derrotado à partida, tentei correr como se me encontrasse em condições normais. Nos primeiros 5Km fiz um tempo bastante mau, quase a atingir os 25mins (velocidade média pouco acima dos 12km/h) mas tal deveu-se sobretudo à extrema confusão existente na área de partida. No entanto consegui acelerar nos quilómetros seguintes e recuperar o tempo perdido, chegando ao 12ºKm em cerca de 54m. Isto significa que entre o 5º e o 12º Kms consegui manter uma velocidade média de cerca de 14.5Km/h, o que já é extremamente bom. Demasiado até (pelo menos nesse dia) pois foi nesse ponto que morri completamente. As pernas começaram a desobedecer por completo, fui abrandando sucessivamente e no final já me encontrava a correr abaixo de 10Km/h. É engraçada a enorme quantidade de coisas que nos passam pela cabeça nesses momentos como "olha se desistir aqui posso apanhar o metro" ou "mas porque é que a música vai ficando melhor ao longo da prova? Assim não dá vontade de correr..." . Por uma questão de brio pessoal não podia deixar de completar a prova, obtendo assim o terrível tempo de 1h48m46s. Isto significa que a minha velocidade média entre o 12º e o 21º Kms foi de uns espantosamente baixos 9.15Km/h!!! Ainda assim fiquei contente comigo mesmo: contente por me ter levantado na cama quando tinha tantas horas de sono para repor, contente por ter ido correr sabendo que não ia correr bem, contente por chegar ao fim não sei bem com que forças e contente por trazer mais uma medalha para casa. Hei-de fazer melhor para a próxima!
Filipe Baptista de Morais
PS: Todas as contas foram feitas à pressa de cabeça ou na calculadora do portátil, portanto se houver algumas incorrecções não é de estranhar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
