sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Até às tantas

Uma questão pertinente, e que merecia uma boa resposta. Infelizmente não a posso dar, mas como rapaz simpático que sou achei que seria de valor contribuir dizendo aquilo que eu gosto de fazer à noite (entenda-se depois de jantar). Algumas destas actividades são hábitos, outras mais esporádicas do que gostaria, cá vai:
-Sair á noite (quase demasiado óbvia para espetar aqui)

-Cafézinho nocturno. Este distingui-se da saída pelo número de participantes (geralmente menor) e pelas bebidas ingeridas (geralmente menos alcóol). Curiosamente é rara a ingestão do dito café. Tem alguma tendências para conduzir à saída nocturna.

-Falar co pessoal no MSN. Mau vício, eu sei, mas é quase irresistível o impulso de ligar o msn e responder àquelas luzinhas a piscar. É também uma boa maneira de pôr em ordem os planos para o dia seguinte.

-Jogar futebol! Raro,raro,raro mas extremamente gratificante nada como correr e suar até às tantas para dar aquela sensação de dia preenchido.

-Ler. Seja o expresso (pronto, as crónicas do Ricardo Araújo), o Record, a NG, um livro ou mesmo a bíblia (notem como excluo esta da última categoria) a leitura é sempre uma actividade apetecível naquelas noites em casa.

-Séries. Estas dividem-se em 3 categorias: televisão, pirateadas e DVDs. As da televisão são óptimas quando estamos de mal com o mundo (ou simplesmente não temos nada para fazer) e o cérebro está neste estado standby. Não é que não tenham qualidade, mas é raro apanhar um episódio do início e mesmo quando acontece não há paciência pa aguentar o intervalo e acabo sempre a mudar de canal. As pirateadas sinceramente não vejo. Não é que seja um moralista (que horror!) mas ainda não tenho um maneira prática de as ver na TV e não gosto de as ver no diminuto ecrâ do computador. As séries em DVD são a crème de la crème desta entrada. Dá pa começar, parar pa ir buscar o leitinho com chocolate, voltar comfortavelmente para o sofá e carregar no play e, acima de tudo, escolhe-se aquilo que se vai ver. Infelizmente devido à popularidade das pirateadas uma pessoa sente-se sempre 4 ou 5 anos atrasada em relação ao resto do mundo, como se estivesse a ver as cassetes antigas que a minha avò costumava gravar.

-Filmes. Um must em qualquer lista nocturna, nada como ver aquilo filme que nos escapou no cinema no comforto do nosso sofá.

-Escrever. (Estes disparates não aparecem aqui sozinhos)

-Ver as previsões metereológicas. Isto para poder planear convenientemente os dias seguintes, visto que na noite da véspera estas costumam ser relativamente acertadas.

-Jogar xadrez. Embora nunca o faça por falta de parceiro, sempre me pareceu interessante.

-Jogar ás cartas. Mais um vício que não morre com o sol.

-PES. Podia dizer playstation em geral mas a verdade é que de noite não apetece muito estar a jogar seja o que for, a não ser que tenhamos o bónus de dar uma coça ao nosso irmão.

Filipe Baptista de Morais

sábado, 6 de fevereiro de 2010

FED Cup 2010

Hoje fui ver ao Jamor algumas das partidas da edição de 2010 da FED Cup. Nunca se ouviu falar nisso? Não é de espantar, eu próprio também só soube da sua existência (e passagem por Portugal) na 5ª feira passada; tal deve-se ao pouco mediatismo que o ténis (ainda) tem neste país, e também à falha de tentar angariar mais simpatizantes da modalidade. A FED Cup é o equivalente da Taça Davis para os quadros femininos, isto é, uma espécie de Campeonato Mundial (Inter-Selecções) de femininos apenas, que passou pelo Jamor nos dias 4 a 6 de Fevereiro. Acredito seriamente que se fosse mais divulgada a competição teria mais audiências, ainda que as infra-estruturas não alujassem muitos mais adeptos. Para os que julgam que o téni é um desporto caro e de alta sociedade, bom, certamente não é para as audiências: 15 euros obtém-se um bilhete para um dia inteiro, o que permite ver jogos das 10 da manhã até às dez da noite (no futebol muitas vezes paga-se mais para ver uns míseros 90minutos).

Quanto aos jogos, em primeiro lugar tive oportunidade de ver os 2 singulares e o jogo de pares entre holanda e inglaterra (2-1 para a holanda). No final consegui estes espectaculares autógrafos (bom as raparigas são novas, inda devem tar a treinar os rabiscos) da dupla holandesa: a jovem Richel Hogenkamp, de apenas 17 aninhos, e a sua parceira Nicole Thyssen (que é um excelente par). Não cheguei muito bem a perceber, mas creio que nenhuma delas falava inglês xD

Quanto a Portugal, tive o prazer de ver jogar a nossa melhor tenista, a famosa Michelle Larcher de Brito. Certa vez ouvi um comentador dizer que ao vivo os seus guinchos eram extremamente sexys; após o dia de hoje cheguei á conclusão que ou:
a)era surdo que nem uma porta;
b)tem estranhos fetiches;
c)sofre de excesso de patriotismo que embeleza certos sons ao seu ouvido;
Dito isto e não querendo de todo dizer mais mal da rapariga (btw não sei porque não foi aos ídolos com aquela voz!) devo dizer que, apesar da derrota, fez uma excelente exibição arrancando inúmeras chuvas de aplausos ao público, saindo do court de cabeça erguida e deixando o país orgulhoso (pelo menos os que sabem da sua existência). Creio que os tão falados gritos são a sua maneira de exprimir a entrega ao jogo, e bem se nota que aquela rapariga deixa tudo no court.
Como alguém muito bem gritou antes do fatídico match point, Portugal está contigo Michelle!



Michelle de Brito, mesmo na derrota Portugal orgulha-se de ti















PS: desafio o leitor a decifrar as caligrafias holandesas e descobrir a que atleta pertence cada um dos rabiscos


Filipe Baptista de morais

sábado, 30 de janeiro de 2010

Corrida Fim Da Europa (Sintra)

À semelhança de alguns posts que tenho feito por aqui, decidi docoumentar e comentar de uma maneira mais metódica as provas de atletismo em que for participando. Peço desculpa aos que não se interessam pelo tema, mas não me parece que faça sentido a criação de outro meio para esse fim.
Como seria pouco viável e ilógico estar a falar de todas as provas passadas, vou falar apenas das presentes e futuras. Começo assim pela Corrida do Fim da Europa (ou um nome pomposo do género), no dia 24 Janeiro de 2010 (aka domingo passado).

A prova é de 17Km em montanha, desde Sintra até ao Cabo da Roca. Como se tratava de uma prova ímpar, tanto devido à distância incomum como ao tipo de terreno, decidi não me preocupar por aí além com o tempo e simplesmente disfrutar da prova. A partida foi dada a horas e o tempo estava bestial inicialmente (enevoado mas sem chuva), levantando-se progressivamente um vento cada vez mais incomodativo. Um frio do caraças como podem calcular, mas que não impediu uns malucos de irem correr de calções e T-shirt (não é o meu caso, como podem ver na foto).
Os primeiros 4Km são ligeiramene inclinados, pressagiando um pouco as dificuldades que se avizinham. Há depois uma série de pequenas subidas e descidas até chegar ao 10ºKm, onde há um verdadeiro problema de altitude(a atitude nunca falha!). Durante pouco mais de 1000m o terreno mantém-se teimosamente numa inclinação agressivamente alta (não vou arriscar um número pois sou mesmo muito mau a visualizar/desenhar ângulos), havendo imensas desistências de atletas nesta zona. Pouco após a placa assinalando os 11000 metros passados, inicia-se uma ligeira descida, que se mantém até ao final.
Terminei a prova com o modesto tempo de 1h33min53s, ficando num também modesto 1015º lugar. No final a organização disponibiliza um buffet de recepção com sandes, sumos e bolos, suponho que num incentivo a que corramos mais depressa na próxima vez (quando cheguei já não havia bolo de chocolate :\), assim como transporte de volta a Sintra e outras localidades.
Uma prova que certamente vale a pena repetir, seja pela vista, pelos bolos ou pelo ar puto da serra que tão bem nos faz (aparentemente o mesmo não se pode dizer do meu Ipod, que morreu no processo).
Um agradecimento à revistaatletismo, por mais uma vez disponilibizar fotos dos atletas em prova.

PS:(as calças de lycra ficam-me mesmo a matar não é?)

Filipe Baptista de Morais

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Estofo de Campeão

Todos já sentimos os efeitos negativos da pressão em momentos importantes. Quem joga futebol sabe o que sente ao marcar um penalty num encontro importante. Quem joga ténis sabe o que sente ao servir num match point. Quem não joga nada certamente que teve a mesma sensação noutras situações distintas mas, com a gentil permissão do leitor, a modos que gostaria de me focar no desporto.
É curioso como, nos momentos determinantes, a nossa mente responde da pior maneira possível, fazendo com que a necessidade de não falhar aumente drasticamente a probabilidade de isso acontecer.
Ora, se já é complicado manter a cabecinha no sítio quando se tá a jogar contra a equipa da rua em frente com a nossa namorada/namorado (não há discriminação neste blog!) que sentirá um jogador profissional com milhares de olhos postos em cima, e sabendo que milhões o verão na televisão? Arrepia-me pensar no que sentiu Terry ao falhar aquele penalty contra o Manchester, ou Abel Xavier(aka Faissal) ao ver a bola tocar-lhe na não no célebre jogo contra a França.
É precisamente nestes momentos que se revela (ou se nota a falta) do estofo de campeão, a frieza para concretizar em momentos de pressão. Embora não tenha sido a minha escolha para carreira profissional, a psicologia é uma área que me interessa bastante, sendo a psicologia desportiva um dos seus ramos mais fascinantes. E, acreditem, o treino físico e técnico é apenas uma parte daquilo que se espera de um treinador, e nem sempre (ou talvez nunca!) o mais importante. Afinal, como nunca me canso de dizer e escrever, 50% é atitude! O futebolista precisa de garra, o tenista de acreditar, o boxer de confiança e concentração e qualquer atleta no geral precisa de estar psicologica e emocionalmente em forma para ganhar. Se entras derrotado, não podes sair vencedor.
Deste ponto de vista, acho mais interessantes os desportos individuais do que os colectivos, pois creio que são mais desgastante moral e psicologicamente. Num jogo de futebol, volley, basket, (whatever) que esteja a correr mal podemos sempre ter a "sorte" de que os nossos companheiros puxem por nós, seja puramente de forma anímica seja através de acções/resultados (ex:fazer empate). Num desporto singular essa força tem de provir de nós: das nossas pernas, dos nossos pulmões, e, essencialmente, do coração e da alma. O tenista que entrenta um breakpoint não pode esperar que alguém lhe salve o serviço. Nem pode serir enquanto faz contas de como ficará o resultado se perder o tempo. Tem antes de fixar os olhos no adversário para que este se aperceba da sua determinação e convicção de que o resultado se irá inverter.
Acredito que, para nos mantermos competitivos, temos de ser um pouco arrogantes interiormente. É certo que é um pouco ridículo repetir-mos a nós próprioes "epah este gajo não joga nada" quando ele nos dá a dar uma tareia, mas tal é sempre melhor do que sentirmo-nos derrotados antes do final da partida. Se deixarmos de acreditar que podemos vencer, ninguém acreditará e, pior, todos teremos razão.
Quando nos encontramos no topo, por vezes sucede o inverso. A mente dispersa-se, pensamos na marca de champagne que vamos comprar para celebrar em vez de nos focarmos em finalizar a partida. Ou pior, entrar para a partida com a sensação de já a ter ganho. Atenção! Entrar acreditando que vamos ganhar é muito diferente de entrar como se ja tivéssemos ganho. Um dia disseram-me que sempre que um treinador diz "estamos confiantes do nosso valor" antes de uma partida dá barracada. É preciso confiança, certamente, mas não demasiada, pois subestimar o adversário pode ser tão perigoso como substimarmo-nos a nós próprios.

Filipe Baptista de Morais

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dinâmica Social

Creio que todas as pessoas, seja por natureza seja por mera pressão social, sentem duas necessidades (quase) opostas.
Por um lado, todos gostamos de nos sentir integrados num grupo e na sociedade em geral. Isto explica o aparecimento de diversos grupos geralmente unidos por uma cracterística ou factor comum, como o sentido de humor, o gosto por um desporto, etc..., levando por vezes as pessoas a mudar para se enquadrarem, como um camaleão que tenta combinar com o chão que pisa, entrando em stress quando tal não acontece. Ilustrada pela célebre expressão "diz-me com quem andas e dirte-ei quem és" esta proposição poderia levar-nos à conclusão de que, no limite, todos tenderíamos a ser semelhantes na maneira de pensar e agir.
Existe contudo também o desejo de nos destacarmos. É geralmente aceite que esta aspiração é mais forte nos homens, tornando-nos assim mais competitivos por natureza. No entanto é certo que todos queremos sentir-nos mais do que um número numa equipa, numa instituição, numa sociedade. Isto leva-nos a tentar acentuar aquilo que nos diferencia dos outros pela positiva (do nosso ponto de vista claro) contribuindo activamente para um distanciamento a nível de pensamentos, gostos, resultados profissionais ou quaisquer outros. É claro que também há a diferenciação entre grupos, sito é, tentamos aprofundar aquilo que une um grupo afastando-o assim do seu envolvente, como uma forma alternativa de destacamento. De facto, quanto mais selectivo for um grupo maior será provavelmente a satisfação de lhe pertencer. Ironicamente, pertencer a um grupo de grandes dimensões também satisfaz os seus membros na media em que se sentem mais sociais.
Bottom Line (literalmente xD): Don't worry, be happy :)

Filipe Morais

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Em tempos de crise....

Para primeiro post deste novo ano decidi mostrar algo diferente, desta feita um vídeo, que espero que traga a todos um pouco de esperança nestes tempos tão conturbados....

http://en.tackfilm.se/loader.swf?shareID=1263597074487RA76&folder=12635

xD

Edit: devido ao vídeo inicializar automaticamente para os utilizadores do Internet Explorer, decidi deixar apenas o link.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

and a happy new year!

Neste que será certamente o último post de 2009 decidi não aborrecer (nem premiar) o leitor com extensas análises filosóficas ou divergências de opiniões. Vou assim apenas centrar-me naquilo que está nas mentes de todos nós, o ano novo.

Aproxima-se o final do ano e este ano decidi fazer aquilo que nunca tive paciência para elaborar, uma lista de algumas das coisas que quero (e espero) fazer no novo ano que se aproxima. Exclui assim todas aquelas que seriam totalmente impossíveis, ou que não dependem exclusivamente de mim. Algumas são experiências realmente novas, outras apenas repetições que não aborrecem ninguém (pelo menos não a mim). Partilho aqui convosco uma parte dessa lista:

-Aprender a baralhar e dar cartas como deve ser
-Marcar um golo de cabeça em futsal (preciso que alguém faça a assistência!)
-Beber um Irish Coffee (nunca provei!)
-Correr uma Maratona
-Aprender a distinguir pelo sabor as diversas marcas de cerveja (pelo menos nas 1ªs rodadas xD)
-Ir novamente ao Rock In Rio
-Tratar de vez a minha canelite (de preferência antes da Maratona xD)
-Conseguir comer as 12 passas em 12 segundos (esta ainda vou tentar ainda este ano, mas sem grandes expectativas)
-Ir ao estrangeiro com amigos
-Conhecer pessoas novas (quem não quer?)

Feliz Ano Novo!,

Filipe Baptista de Morais